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Clance & Imes | Síndrome do Impostor by Fábio Tomaz

E se a máscara cair, Clance? / E se a máscara cair? Síndrome ou incompetência?

A síndrome do impostor, desenvolvida por Clance e Imes em 1978, é caracterizada por um sentimento de fraude, de farsa, de incompetência mascarada. As pessoas sentem que não são tão inteligentes e competentes como os outros as vêem e que a qualquer momento vão ser desmascaradas. E, por isso, vivem rodeadas por um medo e insegurança constantes, desvalorizando todo o seu trabalho e excelência e atribuindo-o à sorte ou ao acaso.

Apesar de bem-sucedidas, as pessoas não experienciam um sentimento interno de satisfação e sucesso. Elas têm medo de ser meras impostoras que não pertencem ali, àquele lugar cheio de pessoas competentes e inteligentes. E isso traz graves consequências para o indivíduo, tanto a nível pessoal como a nível profissional.

A síndrome do impostor é um entrave ao sucesso. Tal como disse Clance, “ansiedade, insegurança, medo do fracasso e culpa sobre o sucesso minam a sua capacidade de funcionar ao mais alto nível”.

Quem é que sofre da síndrome do impostor?

A síndrome do impostor afeta cerca de 7 pessoas em cada 10. Inicialmente, pensava-se que esta síndrome só atingia as mulheres, mas hoje sabe-se que tanto homens como mulheres podem vivenciar este sofrimento. Inclusive muitas figuras públicas revelam sofrer desta síndrome. É o caso de Emma Watson, que após o sucesso do seu papel na saga “Harry Potter” afirmou, numa entrevista, que “a qualquer momento alguém vai descobrir que sou uma completa fraude”. Normalmente, esta síndrome afeta pessoas de sucesso, que atingiram grandes feitos.

Como é que eu sei que sofro da síndrome do impostor?

Em 1985, Clance desenvolveu um teste – Clance Impostor Phenomenon Scale – para ajudar as pessoas a perceberem se sofrem desta síndrome ou não e aferir o quanto é que as pessoas se comparam. Faça o teste  e afira se é uma das 7 pessoas que apresenta esta síndrome. Pois o primeiro passo para a ultrapassar é tomar consciência da sua existência. Já dizia Abraham Maslow que “o que é necessário para mudar uma pessoa é mudar a sua consciência de si mesma”.

 

Este artigo foi escrito por:

Fábio Tomaz | Designer@Team Building

Bruna Vieira | Trainee Psicologia@Team Building

 

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