Artigo Resiliência

Resiliência, o caminho para vencer a adversidade.

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo.”

Fernando Pessoa

 

Ao longo do nosso percurso de vida, quer profissional como pessoal, somos constantemente ‘apanhados de surpresa’ por acontecimentos inesperados e/ou indesejados – desde a falha no sistema informático à não obtenção dos resultados pretendidos. Do mesmo modo, somos cada vez mais incitados a tomar riscos, a pensar além-fronteiras e abrir novos caminhos até então desconhecidos. No final, umas vezes somos bem-sucedidos, outras damo-nos por vencidos.

De facto, a forma como contornamos os obstáculos é um fator crítico no alcance do sucesso. Afinal, por que é que duas pessoas podem reagir de maneira oposta a uma mesma situação de fracasso? Quais os ingredientes que nos tornam mais capazes de lidar eficazmente com as adversidades? O primeiro passo importante é reconhecer que cada um de nós tem em si o poder para aumentar a sua resiliência.

Proveniente da Física e da Engenharia, este termo surge para dar a noção de flexibilidade e elasticidade necessárias à capacidade de absorver impactos e voltar à forma normal. Assim, e transpondo para as Ciências Sociais e Humanas, é resiliente aquele que consegue manter os seus padrões de produtividade e de qualidade, bem como a sua estabilidade física e emocional, em ambientes complexos, instáveis e sob pressão. E, para isso, é indispensável que sejamos capazes de reconhecer os problemas e as limitações, encarando os imprevistos como parte da rotina. De facto, e citando Nelson Mandela, “Depois de escalar uma montanha muito alta descobrimos que há muitas outras montanhas por escalar”. Ou seja, as dificuldades e obstáculos vão ser sempre uma constante no nosso dia-a-dia. Frequentemente, para sermos bem-sucedidos, temos de primeiro falhar duas vezes, três vezes… as necessárias! O importante é, então, aceitar os erros e ver neles uma oportunidade para melhorar, sem nunca desistir. E, para isso, é indispensável desenvolver emoções positivas que, além de nos transmitirem confiança, são um ‘esforço proativo’ para aumentar a resiliência. Só assim seremos capazes de transformar sentimentos negativos, como o desânimo e a revolta, em fontes de motivação e de superação pessoal.

Além do bem-estar evidenciado com o desenvolvimento desta competência, os seus benefícios na vida organizacional são vários. Sentimo-nos mais confiantes e, por isso, arriscamos mais, inovamos mais e, assim, tornamo-nos mais competitivos e eficazes. De igual modo, conseguimos dar respostas mais eficazes e atempadas aos imprevistos e, ao invés de reagir à mudança, passamos a antecipá-la.

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