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Vida e Trabalho: A (In)Sustentável Leveza do seu Equilíbrio

Sabia que a produtividade de Portugal está 30% abaixo da média Europeia?*

Sem dúvida que um dos maiores desafios das empresas é alcançar níveis superiores de produtividade e de qualidade, de forma a garantirem a sua competitividade e afirmação num mercado potencialmente globalizado. Contudo, esta é uma tarefa complexa que cada vez mais exige uma gestão orientada para as pessoas e novas formas de atrair os melhores talentos. Como o conseguir? Uma das estratégias consiste em oferecer aos colaboradores um bom equilíbrio entre vida pessoal e trabalho!

De facto, é indiscutível, por um lado, o crescendo de exigências aos trabalhadores; por outro, somos invadidos por uma multiplicidade de papéis difíceis de conjugar. Com a esperança média de vida a aumentar, a prestação de cuidados já não se centra apenas nas gerações mais novas como também nas mais velhas; e com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, o tempo disponível para cuidar de si e dos outros é cada vez mais escasso. Repare-se que em cerca de 70% dos casais portugueses, que constituem a população ativa, as mulheres trabalham, o que há umas décadas atrás seria impensável!

É neste enquadramento que surge o conceito de work-life balance: a procura de estratégias que possam resolver as dificuldades de conciliação entre vida e trabalho. Note-se, contudo, que não falamos numa medida exata de equilíbrio: a vida é, e deve ser, mais espontânea e natural que isso! O balanço ideal é, assim, aquele que reflete conquista e prazer sob a forma de orgulho, satisfação, felicidade, celebração e bem-estar!

Mas afinal como podemos tornar este equilíbrio sustentável, com retorno para ambas as partes, colaboradores e empresas?

Algumas empresas – tais como a Google, Nokia, Intel e Nike – já adotaram programas a este nível e as suas áreas de intervenção podem ser várias! Alguns atuam na prestação de serviços de suporte direto aos colaboradores, como por exemplo oferta de apoio legal, médico, psicológico e social; e outros auxiliam nas tarefas de domínio pessoal, familiar e doméstico, como por exemplo através da recolha de informação e procura de escolas/campos de férias, recrutamento de babysitters e de técnicos de reparações domésticas, entre outros. Além destes, e também de importância fundamental, são feitos investimentos no reforço de competências dos colaboradores, como por exemplo ao nível da comunicação, inteligência emocional, gestão do tempo e do stress e manutenção das relações interpessoais.

De facto, estas entidades compreendem que o trabalho é uma parte importante da nossa vida, mas não a única! Torna-se essencial reconhecermos que a promoção de um equilíbrio saudável entre a vida pessoal e laboral traz benefícios a curto e longo prazo: aumenta a satisfação em contexto de trabalho e, desta forma, o compromisso e lealdade aos valores e à cultura organizacionais. Consequentemente, a almejada produtividade.

*Fonte: Relatório da Competitividade 2009

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