True motivation comes from achievement, personal development, job satisfaction, and recognition. (Frederick Herzberg)

Os termos “satisfação no trabalho” e “motivação” são muitas vezes vistos como sinónimos. De facto, estão intimamente relacionados mas não são a mesma coisa. A satisfação no trabalho refere-se ao prazer que este proporciona ao indivíduo. Já a motivação refere-se às razões pelas quais uma pessoa realiza um trabalho, independentemente de este lhe trazer prazer. Assim sendo, a satisfação no trabalho será uma forma de motivação.

A motivação no trabalho é uma questão que tem sido alvo de diferentes abordagens, tendo sido, em tempos, encarada como algo totalmente externo ao trabalhador. Assim, a renumeração em si seria suficiente para que este se mantivesse motivado. Porém, atualmente conseguimos perceber que o indivíduo procura cada vez mais outras motivações pessoais e profissionais, sendo a renumeração apenas mais um fator. Neste sentido, a motivação no trabalho resultará de uma interação entre a pessoa e a situação, podendo inclusivamente ser intrínseca e/ou extrínseca.

Hoje em dia, o clima que se vive em grande parte das empresas é de instabilidade e insegurança. A economia mundial foi afetada e a carreira de muitos profissionais, ameaçada. Neste cenário, acaba muitas vezes por ser difícil manter a motivação e o comprometimento dos colaboradores para com a organização. Para isso, torna-se imprescindível tomar algumas medidas que permitam a integração, por parte dos mesmos, da visão, missão, valores e metas da organização, bem como o seu alinhamento com os objetivos e comportamentos das respetivas equipas. Paralelamente, importa contribuir ativa e proativamente para o desenvolvimento de um ambiente de trabalho que permita reter os melhores colaboradores e aperfeiçoar o desempenho dos que não estão a contribuir como esperado, através da implementação de processos e instrumentos que visem a otimização do potencial de cada um – gestão do desempenho, gestão da compensação, reconhecimento, formação e desenvolvimento, comunicação interna, entre outros -, bem como das próprias equipas – iniciativas de teambuilding ou eventos. Adicionalmente, importa proporcionar outros benefícios – nem sempre financeiros – como garantia de emprego para aqueles que atingirem as metas pessoais e das equipas, reconhecimento de sucessos, flexibilidade de horários – Work Life Balance, programas de qualidade de vida, ou até mesmo delegar e inspirar a sua equipa, entre muitos outros.

As empresas que já realizam algumas destas iniciativas, para além de terem colaboradores mais motivados com níveis superiores de satisfação, estão a conseguir fazer face à crise de forma mais consistente e sólida.