São vários os drivers de mudança que têm despoletado alterações profundas no mercado de trabalho. Desde as melhorias na ciência e medicina que têm proporcionado vidas mais longas, passando pelas “máquinas inteligentes” que têm substituído pessoas em áreas como ensino, combate, medicina e segurança, até às novas abordagens dos media, onde imagem e animação imperam, num mundo cada vez mais globalizado e conectado. Sem dúvida, que estas são tendências já reais nos nossos dias e que se acentuarão nos anos vindouros.
Mas o que é que tudo isto implica na gestão de pessoas?
De facto, o trabalho atual já não pode ficar circunscrito a um horário específico nem a um espaço determinado. Do mesmo modo, a educação formal já não é suficiente: é indispensável a atenção às novas tendências e procurar contínua atualização; sair da zona de conforto e atuar em ambientes e condições até então pouco ou nada familiares.
O trabalho em rede tornar-se-á uma estratégia vital para o sucesso, unindo virtualmente pessoas de diferentes partes do mundo no alcance de objetivos comuns. Gerir e envolver estas equipas é, sem dúvida, um desafio! E, enquanto isso, a diversidade cultural e disciplinar será tomada como uma competência fundamental para a inovação, para além do necessário acompanhamento no avanço tecnológico que possibilita fazer mais e melhor. Nesta linha, competências associadas à flexibilidade, transdisciplinaridade e sensibilidade social são reiteradamente associadas ao sucesso.
Simultaneamente, trabalhar após os 65 anos é já uma condição de sustentabilidade[1]. E, para aproveitar esse capital humano experiente e ainda vital, torna-se imperioso repensar os planos de carreira tradicionais, considerando a oferta de formação e acompanhamento contínuo, na integração e capitalização positiva deste segmento sénior. Finalmente, estima-se que o stresslaboral causa uma perda de cerca de 300 mil milhões de euros por ano às empresas[2]! Sem dúvida que o trabalho tem deixado de ser apenas uma questão de sobrevivência, passando a ser também uma condição social com vista à realização e satisfação pessoal. E, perspetivando as organizações como potenciadoras das capacidades humanas, as questões éticas, de saúde e bem-estar deverão assumir-se como aspetos prioritários ao nível da gestão.
[1] Fonte: http://cdn.theatlantic.com
[2] Fonte: Ordem dos Psicólogos Portugueses