Work Hard, Play Hard – Diversão no Local de Trabalho

  “If you have fun at what you do, you’ll never work a day in your life. Make  work like play – and play like hell”

  (Norman Brinker, ‘On the Brink’)

 

Quando falamos em diversão no local de trabalho, as opiniões divergem. Muitos encaram a diversão como uma “moda” que, apesar de poder trazer alguns benefícios, não deixa de ser uma mera tendência. Outros, por sua vez, mantêm-se céticos e acreditam que a seriedade do trabalho não se compagina com diversão. Na realidade, a discussão pública acerca desta temática iniciou-se há já alguns anos. Por exemplo, Theodore Roosevelt defendia que o trabalho e a diversão não se deviam misturar: when you play, play hard; when you work, don’t play at all. Já nas palavras de Stacy Sullivan, chefe do Gabinete de Cultura da Google, if you infuse fun into the work environment, you will have more engaged employees, greater job satisfaction, increased productivity and a brighter place to be. Certamente alguns de vocês identificar-se-ão com a visão de Roosevelt, outros com a de Sullivan.

 

Mas tenho a dizer-vos que a investigação científica tem apoiado essencialmente a visão de Sullivan!

 

De facto, os estudos têm mostrado que a diversão é uma variável com um impacto sério na vida organizacional e uma influência positiva na produtividade dos trabalhadores e das equipas!

 

Mas, então, o que é a diversão no local de trabalho?

 

Primeiro, importa perceber o que é a diversão no local de trabalho. Ora, esta tem sido definida como um conjunto de características do ambiente de trabalho que despoletam reações emocionais positivas nos indivíduos. Assim, alguns autores que têm dissertado sobre o tema, como Plester, Cooper-Thomas e Winquist (2015), identificaram três tipos de diversão: a orgânica, a da tarefa e a gerida. A primeira é o tipo de diversão mais espontâneo, visível nas interações entre os colegas de trabalho. No fundo, são as pequenas anedotas e convívios que vão ocorrendo ao longo do dia. Já a diversão da tarefa é experienciada durante o desempenho e a absorção nas próprias tarefas de trabalho. Por último, temos a diversão gerida, que tem sido definida como a preparação estratégica de atividades formais por parte da direção, com o objetivo de humanizar a organização. Nesta última, podemos incluir, maioritariamente, os team buildings!

 

De que forma é que uma ação de team building pode melhorar os resultados da sua empresa?

 

Ora, os benefícios da diversão são vários e têm sido descritos em diversos estudos. Essencialmente, a diversão está positivamente ligada à satisfação, ao engagement, à criatividade e aos comportamentos de cidadania organizacional. Mas atenção! Estes benefícios ocorrem quando existe na organização uma cultura que fomenta a diversão. Isto porque os trabalhadores procuram pistas nos seus superiores hierárquicos que lhes permitam perceber se a diversão é ou não aceite, uma vez que podem sentir que estes a veem como um desaproveitamento do tempo de trabalho. Neste último caso, o mais provável é que a diversão seja retraída. Posto isto, uma ação de team building é uma forma eficaz de comunicar aos trabalhadores que a diversão é aceite e apreciada! Consequentemente, é também uma forma de recolher os frutos da diversão no local de trabalho. Por um lado, no próprio decorrer da ação de team building os participantes irão trabalhar competências comportamentais num ambiente de plena diversão. Por outro lado, quando voltarem às suas secretárias, dedicar-se-ão às suas tarefas mais revigorados e engaged!

 

 

Artigo escrito por Adriana Couto.

 

 

 

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